quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O jardim

Bela tarde de Primavera!
O calor já começa a marcar a sua presença. Já se ouve os pássaros, os jardins ganham cores diferentes... parece que tudo renasce.
Aquele jardim, no entanto, o mesmo que à uns longos anos testemunhou o primeiro beijo tímido entre dois enamorados, tinha algo de encantador. Ao contrário do que seria de esperar não perderam a jovialidade, claro que acompanhada pelo tom grisalho ou mesmo branco dos cabelos e pela postura já não tão recta de outros tempos, mas o sorriso descreve o essencial.
Percorrem os trilhos de mãos dadas e sentam-se naquele banco que tomam como seu.
Entre troca de carinhos muitas vezes não visiveis aos olhos de quem passa recordam o passado que viveram em conjunto, presentes em todos os momentos e concluem...
Valeu a pena viver!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ai de quem?

Ai de ti
Ai de nós
E do mundo...
Pés na terra
Cabeça no ar
Vivendo um pesadelo a sonhar
Que as palavras se vão trocar
E a última desaparecer.
Nada é o que deveria ser
Ou se o é não deveria.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A troca!

Bora lá comparar uma prenda!
Dirigimo-nos à loja e depois de escolher e proceder ao pagamento a lojista pergunta:
- Quer talão de troca sem valor?
Ao que respondi:
-Pode ser.

Prenda entregue (com o dito talão), troca necessária.

Passados uns dias encontrei a contemplada:
-Então, já trocaste a prenda?
-Sim! Não precisavas de gastar tanto dinheiro!

Oh céus! Para quê talões de troca sem preço! Poupem papel! Lol

Lá a trás...

Pouca-terra pouca-terra....
Acenou à partida.
Pouca-terra pouca-terra...
Levam o pouco que lhe restava
Pouca-terra pouca-terra...
O banco que sempre esteve naquele alpendre
Aguarda pelo choro de quem ficou.
Pouca-vida pouca-vida pouca-vida....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Co(u)rvo

Antes de conseguir pisar o solo
Foi atingido.
Um tiro certeiro no seu coração:
Destruiram a sua ilha.
Desapareceu tudo o que respirava
Tudo o que florescia era uma miragem de negro.
O seu corpo negro
De corvo agora curvado
Era um tudo no nada.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Revoltem-se!

Quero gritar ao Mundo
Que o povo anseia liberdade e paz
Desta guerra diária que vivemos
Sem tiros, explosões ou canhões
Mas repleta de gente que morre a cada dia
Pois retiram-lhe o pouco que têm
E o entregam a quem se pavonei
Em reuniões e festas de hipocrisia.
E nesta batalha silenciosa
Vão silenciando...

2009

12 foram os passados.
O desejo é eterniza-los,
Prolongá-los pelo infinito
Com a adição de mais
De tudo o que conquistamos de bom.