In dignity
Indignity
A small space...
A large difference.
Procuro a terra dos sonhos...
Raios!!!!!!
Parem de me acordar.
Não me torturem com esta constante necessidade de manter os olhos abertos.
Não me queiram manter acordada, nesta realidade eu não existo.
Deixem-me levar pelo sonho que um dia foi escrito
E que eu o quero viver.
Pé ante pé
Sobre o fio suspenso,
Qual trapezista,
O final do fio é tudo o que deseja...
Que bom seria
O equilibrio entre esse final
E todo o circo à volta criado.
Vivemos no mundo do não ver.
Não ver a miséria que nos rodeia
há sempre quem esteja pior que nós
Não ver as guerras cobardes que se travam
cujos motivos são camuflados, desconhecidos ou desnecessários
Não ver a arrogância do capitalismo
onde as formiguinhas trabalham para cigarra
Não ver a destrição do planeta
onde cada destruição tem perpetuação incalculável...
Não ver... Não ver nada!
é mais fácil virar a cara para não ver, mudar de canal para não saber, mudar de lugar para nada fazer... mudar de vida sem deixar de sobreviver... e continuar a ser um cobarde.
A reinvenção é uma solução!
Então, reinvente-se a democracia!
Reinvente-se a autoridade do povo!
Reinvente-se o direito de reivindicar direitos!
Reinvente-se a aplicação das leis!
Reinvente-se a coragem!
Reinvente-se a LIBERDADE!
Reinventemo-nos!
Hoje queria ser escritora e conseguir transpor para palavras o que sinto.
Não consigo.
Conjugar verbos não vai criar acções,
Utilizar adjectivos não vai adjectivar realmente a realidade,
Figuras de estilo, não criaram as figuras que desejo.
Guardo as folhas, guardo as canetas e fecho a gaveta...
Vou praticar acções, tentar mudar esta realidade e esperar pessoas melhores...