Aquela ilha
No meio da cidade
Era o seu mundo
Tudo o resto
Universo inatingível
Por gente de pé descalço
E alma perdida
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Abismo
Seu corpo de víuva
Seu corpo de orfã
Seu corpo de mãe sem filho.
Ajoelhou-o.
E ergeu a sua alma irada
Aquele que teimava
Conduzi-la a um abismo.
Aquele a quem sempre pediu:
'Olhai por nós'.
Seu corpo de orfã
Seu corpo de mãe sem filho.
Ajoelhou-o.
E ergeu a sua alma irada
Aquele que teimava
Conduzi-la a um abismo.
Aquele a quem sempre pediu:
'Olhai por nós'.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Loucura ou sanidade
Chamem a louca
Chamem-na louca
Ela ficou louca?
Sempre foi louca?
Chamem o sóbrio
Chamem-no sóbrio
Ele ficou sóbrio?
Sempre foi sóbrio?
Juntou-se a louca
Junto com o sóbrio.
Quem sabe onde pára a loucura!
Quem sabe onde está a sanidade!
Chamem-na louca
Ela ficou louca?
Sempre foi louca?
Chamem o sóbrio
Chamem-no sóbrio
Ele ficou sóbrio?
Sempre foi sóbrio?
Juntou-se a louca
Junto com o sóbrio.
Quem sabe onde pára a loucura!
Quem sabe onde está a sanidade!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Alvorada!
Alvorada! Alvorada!
Permanece adormecido
Como se não se passasse nada.
Alvorada! Alvorada!
Passa o dia a reclamar
E no fim dele não fez nada.
Alvorada! Alvorada!
Nem parece que se trata da sua vida
Ou então ela não lhe vale de nada.
Alvorada! Alvorada!
Será assim toda a humanidade?
Nada? Nada?
Permanece adormecido
Como se não se passasse nada.
Alvorada! Alvorada!
Passa o dia a reclamar
E no fim dele não fez nada.
Alvorada! Alvorada!
Nem parece que se trata da sua vida
Ou então ela não lhe vale de nada.
Alvorada! Alvorada!
Será assim toda a humanidade?
Nada? Nada?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Luz
Olhou pela janela...
Veio-lhe à lembrança
Um passado recente
E outros que nem tanto.
Quando o dia fica reduzido
Na sua luminosidade
Mas não nas sua horas
Sente-o também em si.
Mas o frio no seu corpo
Faz com que o fogo que nele sente
Lhe lembre:
'A luz nem sempre é necessária...'
Veio-lhe à lembrança
Um passado recente
E outros que nem tanto.
Quando o dia fica reduzido
Na sua luminosidade
Mas não nas sua horas
Sente-o também em si.
Mas o frio no seu corpo
Faz com que o fogo que nele sente
Lhe lembre:
'A luz nem sempre é necessária...'
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Inversamente proporcional
O seu pequenino coração
Albergava um grande amor
E outro maior ainda
Capaz de o distribuir pelo Mundo.
Foi deveras arrasador
Constatar que nesse imenso Mundo
O amor era do tamanho
Do seu pequenino coração.
Albergava um grande amor
E outro maior ainda
Capaz de o distribuir pelo Mundo.
Foi deveras arrasador
Constatar que nesse imenso Mundo
O amor era do tamanho
Do seu pequenino coração.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mortos-vivos
Mata muita gente
Não com as suas mãos
Mas com as de outros
Outros que como ele
Tomam a morte como pertença sua
Serão mortos-vivos?
Pois se vivos são
Todos nós somos... seus cúmplices
Não com as suas mãos
Mas com as de outros
Outros que como ele
Tomam a morte como pertença sua
Serão mortos-vivos?
Pois se vivos são
Todos nós somos... seus cúmplices
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