Silenciosamente, sem palavras
Sei que me amas...
O barulho das palavras nem sempre é tão verdadeiro.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
anjo negro
Ronda anjo negro
Envolve-me em teus braços
E de repente...
Destino sobejamente alcançado!
E olho os outros fora de mim
Se em mim alguma vez estive.
Envolve-me em teus braços
E de repente...
Destino sobejamente alcançado!
E olho os outros fora de mim
Se em mim alguma vez estive.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Manifesta
Manifestem os Homens as suas convicções...
Existirá sempre quem as queira contrariar, e esses poderão ser em menor número...mas nem sempre as forças são medidas com a mesma ordem de grandeza.
Existirá sempre quem as queira contrariar, e esses poderão ser em menor número...mas nem sempre as forças são medidas com a mesma ordem de grandeza.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Mente
A mente conduz o corpo.
O corpo que nem sempre segue a mente
Mente que quer seguir o coração
Mas esse... nem sempre segue gente
O corpo que nem sempre segue a mente
Mente que quer seguir o coração
Mas esse... nem sempre segue gente
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O velho relógio do meu avô
O despertador acordou-me. Desta vez não me sobressaltei. Afinal existiam coisas na minha vida mais assustadoras que o barulho estridente daquele aparelhito mecânico herdado do meu avô.
Levantei-me e desviei o olhar do espelho. Não queria ver o meu reflexo pois junto com ele desfilavam imagens de anos passados, de dias recentemente vividos e previa-se um futuro com o qual eu não queria viver.
Preparei-me rapidamente, aliás nem poderia ser de outra forma. Os meus pertences resumiam-se a uma mala. Ela continha tudo o que eu tinha de valor, incluíndo o velho relógio do meu avô.
Sai do albergue que foi minha casa por uma noite e voltei à minha casa de sempre: a rua.
Vagueei pela cidade e sentei-me num banco do jardim central. Por lá havia uma feira infantil e deliciei-me a ver as crianças brincar, cheias de alegria e de sonhos. Ah! os sonhos, onde andariam os meus...
Enquanto divagava no meu íntimo, aproximou-se de mim uma menina. Parecia uma princesa, com uns olhos azuis tão doces que esbocei um sorriso sem saber bem o porquê.
A menina apresentou-se, chamava-se Maria. Eu não me apresentei, achei desnecessário que ela obtivesse qualquer tipo de informação de quem vivia na rua e levantei-me. Porém a sua pequenina mão delicada agarrou-me e perguntou-me:
- Está a fugir de mim?
Parece que ela estava a ver a cena de modo invertido, era ela quem deveria fugir, não eu.
Sentou-se no mesmo banco de onde me tinha levantado e literalmente disparou um rol de perguntas. A quantidade foi tanta que apenas retive a primeira: quem era eu.
Eu? Eu era alguém sem nome, sem casa, sem familia e sem sonhos.
O silêncio imperou e apenas se ouviu o tic-tac do velho relógio do meu avô.
A pequenina deu-me a mão para que me sentasse e disse:
- Que tem nessa maleta? Estou a ouvir um barulho...
Retirei o relógio e mostrei-o dizendo:
-É a única coisa de valor que tenho, era do meu avô.
Olhou-o, sorriu:
- Quer que lhe conte um dos seus sonhos?
- Não precisas. Já me fizeste ter um.
Sorri para Maria, peguei no velho relógio e parti.
Levantei-me e desviei o olhar do espelho. Não queria ver o meu reflexo pois junto com ele desfilavam imagens de anos passados, de dias recentemente vividos e previa-se um futuro com o qual eu não queria viver.
Preparei-me rapidamente, aliás nem poderia ser de outra forma. Os meus pertences resumiam-se a uma mala. Ela continha tudo o que eu tinha de valor, incluíndo o velho relógio do meu avô.
Sai do albergue que foi minha casa por uma noite e voltei à minha casa de sempre: a rua.
Vagueei pela cidade e sentei-me num banco do jardim central. Por lá havia uma feira infantil e deliciei-me a ver as crianças brincar, cheias de alegria e de sonhos. Ah! os sonhos, onde andariam os meus...
Enquanto divagava no meu íntimo, aproximou-se de mim uma menina. Parecia uma princesa, com uns olhos azuis tão doces que esbocei um sorriso sem saber bem o porquê.
A menina apresentou-se, chamava-se Maria. Eu não me apresentei, achei desnecessário que ela obtivesse qualquer tipo de informação de quem vivia na rua e levantei-me. Porém a sua pequenina mão delicada agarrou-me e perguntou-me:
- Está a fugir de mim?
Parece que ela estava a ver a cena de modo invertido, era ela quem deveria fugir, não eu.
Sentou-se no mesmo banco de onde me tinha levantado e literalmente disparou um rol de perguntas. A quantidade foi tanta que apenas retive a primeira: quem era eu.
Eu? Eu era alguém sem nome, sem casa, sem familia e sem sonhos.
O silêncio imperou e apenas se ouviu o tic-tac do velho relógio do meu avô.
A pequenina deu-me a mão para que me sentasse e disse:
- Que tem nessa maleta? Estou a ouvir um barulho...
Retirei o relógio e mostrei-o dizendo:
-É a única coisa de valor que tenho, era do meu avô.
Olhou-o, sorriu:
- Quer que lhe conte um dos seus sonhos?
- Não precisas. Já me fizeste ter um.
Sorri para Maria, peguei no velho relógio e parti.
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