sexta-feira, 25 de março de 2011

Ligo a TV e...

Caem bombas, caem ditaduras, caem governos, caem prédios, cai a crença.
Sobe o petróleo, sobe o défice e sobe o mar e tudo leva, e sobe a revolta...
E neste sobe e desce, a terra continua a girar, assim como alguns, sobre si própria...
Não sei se o mundo acaba em 2012 como diz a profecia... mas certamente será diferente daquele que até agora conheciamos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

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tchiuuuuu...
Deixa ouvir o que se passa.
Não, prefiro não ouvir...
Se não ouvir, é porque está calmo...
Bem, calmo não estará, o silêncio não esconde os mortos.
Tinha medo antes, tenho medo agora, e tenho medo do amanhã.
Serei a única a ter medo?
Calma! Estou com medo do amanhã porque o desconheço, só isso.
Pior as coisas não vão ficar... Ou ficarão?
Continuo sem ouvir nada... vou sair, tenho que saber o que se passa.
Deixo-vos aqui, mas volto. Não deveria ter saido antes, devia ter ficado aqui... desculpem. Não consegui ouvir gritos de ordem e eu aqui, parada...
Malditos, maldita bomba que vos levou... levou-vos mas não levou a minha coragem.
Vou sair, tenho que sair, tenho de ver o que há lá fora...
Bang... bang... bang...

Quem dera

Quem dera o dom de abrir um caderno
E descrever com letras a minha vida...
Quem dera o dom de ao som da musica
Contar o que me vai na alma...
Quem dera o dom de colorir uma tela
E nela deixar um pouco da minha história...
Quem dera ser artista... sem o ser.

terça-feira, 1 de março de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ao Elio.

Existem pessoas que passam pela nossa vida e deixam marcas.
Hoje disse 'até breve' a uma delas.

Não partiu no sentido mais romanciado da partida, não se foi encontrar com outros no além mundo, se é que isso existe. Apenas vai seguir outro rumo, abraçar outros projectos e alcançar o que deseja. Talvez não encontres um caminho fácil mas... começas numa estarda romana, depois numa de paralelo, depois uma de alcatrão corcomido pelo tempo, depois uma com bom asfalto e depois... uma via rápida com 4 faixas e sem via verde :)

Ao longo do tempo que com ele convivi conheci alguém cheio de convicções e que não desarma por nada... firme como uma rocha.
E o adjectivo de rocha fica-se apenas por aqui pois tem um bom coração. Não chorou com a surpresa, mas comoveu-se e isso valeu a pena... para mim.
Mais do que as recordações que leva para casa, tenho a certeza que também leva, e vai guardar para sempre, os abraços, os sinceros, os bem apertados que aqueles que realmente gostam dele lhe deram.

Não és o elo mais fraco meu amigo, é o Elio mais forte.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A vida é bela!

O Sábado de sol prometia...
Rumamos ao Minho e almoçamos em Vila Nova de Cerveira. Quer pela esplanada, quer pelo aquamuseu, a paragem valeu a pena. Deliciamo-nos a apreciar as brincadeiras das lontras, a sua graciosidade a entrar na água e a sua persistência na caça ao lagostim fugitivo.



Paragem seguinte: Valença.
'Portões de Crasto', foi o inicio da nossa pequena caminhada pela  Grande Rota da Travessia da Ribeira Minho, não tanto pela prática desportiva mas pela curiosidade de ver o observatório e o painel que lá existia :)



Entramos na magia do Mosteiro de Sanfins... aquele lugar está envolvido por um atmosfera que intimida mas impulsiona à descoberta. O carvalhal que o circunda é maravilhoso e realça o misticismo do lugar. A sua igreja com imensa simbologia pagã não deixa ninguém indiferente... assim como a degradação do mosteiro. Aqueles arcos, fachadas, janelas contém histórias que se apagam a cada pedra que cai...
Consegui imaginar monges a caminhar por aquelas terras com os seus passos calmos e tranquilos... E um cavaleiro a chegar, montado no seu cavalo a pedir abrigo para um tempo de clausura...

Jantamos em Monção e rumamos à casa onde nos instalamos. Uma casa acolhedora... Pela manhã ao abrir as portadas da varanda do quarto viamos o verde da paisagem minhota. Claro que noutra varanda poderiamos apreciar uma gaiola com pássaros embalsamados, mas essa imagem tenebrosa não diminui a nossa boa disposição. Depois de uma banhoca numa cabine de hidromassagam estava prontissima para mais um dia.

No inicio da nosso passeio passamos por uma aldeia onde havia muitas pessoas na rua, provavelmente porque era hora da missa, mas, e apesar de aparentemente uma aldeia como tantas outras revelou-se demoníaca pois é povoada por, e passo a citar, velhas góticas, arruaceiros agrícolas e motociclistas doidos... foi demencial e não dá para descrever o horror!

Nas brandas de Val de Poldros podemos conhecer um tipo de construção que servia de abrigo a quem passava os seus dias e noites de Verão no alta da montanha, em tempos onde a agricultura não era apenas um profissão mas um modo de vida, e onde tudo funcionava com base nela. São casas pequenas todas em pedra repletas de simplicidade e histórias cuja História nunca nos dará a conhecer mas que cada um pode escrever através da imaginação nos livros da nossa própria história.

Almoçamos um belo repasto e partimos com destino a casa mas com mais algumas surpresas pelo meio...
Em Melgaço, mais propriamente Lamas de Mouro, deparamo-nos com a mais imprevisivel das imagens: uma vaca barrosã a trocidar um Pai Natal!!!! lollollol



Lanchamos em Castro Laboreiro e a ultima paragem foi em Pousafoles onde existe um igreja com uma fachada original.

Foi um excelente fim de semana em excelente companhia...

A vida é bela!